Publicado por: J.Pinto | 2015/07/24

O “subsidiosinho” e a solidariedade


Pelo que consegui perceber, dos documentos e artigos que consegui encontrar sobre o assunto, a tarifa social de eletricidade é financiada pelos produtores de energia.

No entanto, este artigo deixou-me com a pulga atrás da orelha: “Depois dos cortes realizados nas rendas excessivas no sector eléctrico de 3. 400 milhões de euros, “constatou-se que havia possibilidade de promover novos cortes sobre o sector eléctrico, que dessa vez que não incidissem sobre a redução da dívida tarifária, mas que incidissem sobre uma redução de preços aos consumidores mais vulneráveis”, afirmou o ministro, explicando o financiamento dos descontos.”

Ou seja, os cortes sobre as rendas excessivas impostos pelo governo às empresas do sector energético deixam de incidir sobre a redução da dívida tarifária e são usados para diminuir o preço da eletricidade às pessoas que têm rendimentos mais baixos (pessoas que já recebem subsídios do governo e pessoas que recebem menos do que determinados limites).  Assim, a dívida tarifária não diminui como deveria diminuir e o seu pagamento fica a cargo dos consumidores e contribuintes futuros.

Esta medida foi implementada pelo governo atual, mas tem a anuência de todos os partidos. É o Zé que acaba sempre por pagar os “subsidiosinhos” e a solidariedade que os nossos governantes pretendem dar aos eleitores.


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