Publicado por: J.Pinto | 2014/01/02

Redistribuição dos rendimentos


Numa altura em que o Estado gasta mais do que tem, a execução orçamental de novembro mostra que as despesas e as receitas do Estado continuam a aumentar. Ou seja, o “controlo do défice” tem sido conseguido através do aumento dos impostos, uma vez que a despesa também tem aumentado.

Assim sendo, o Governo (com o acordo do Tribunal Constitucional e de toda a oposição – todas as propostas da oposição vão no sentido de se aumentar a despesa) tem sacado mais uns trocos (milhões) aos portugueses (através dos impostos – especialmente IRS e IRC) para compensar os gastos do Estado. Neste caso, o Estado tira aos produtivos (pessoas e empresas) para entregar a todos os que vivem à custa daqueles (pensionistas que recebem milhares de euros mensais; funcionários públicos que recebem mais do que os produtivos, mas que se recusam a trabalhar tanto como eles; etc.). Quando forem conhecidos os dados da execução orçamental do ano de 2013 e verificarmos que o défice orçamental fica abaixo dos limites impostos pela troica (boa notícia), podemos concluir que este esforço foi, mais uma vez, conseguido à custa dos que produzem.

É esta a redistribuição que os nossos partidos não se têm casado de fazer ao longo destes últimos 39 anos.


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