Publicado por: J.Pinto | 2013/11/18

Previsões acertadas


Para vermos como, em determinadas situações, é fácil fazer previsões, uma vez que algumas medidas têm consequências claras, repesquei um artigo que publiquei em julho de 2010. Vejam quais eram, na altura, as minhas perspetivas. A seguir transcrevo na íntegra o artigo que tinha publicado neste mesmo blogue em 2010. Leiam muito bem a parte que está destacada a negrito.

Foram quatro ou cinco países que andaram nas bocas do mundo por causa da crise financeira das suas contas públicas; houve até quem falasse na possível bancarrota de alguns desses países. Este cenário ainda não está ultrapassado.

Os países da zona euro, em conjunto, decidiram designar aquelas avaliações como um ataque ao euro, visto que os PIIGS, com um ou dois “is”, pertencem todos à zona euro. Começando pela Grécia e a Irlanda, acabando na Itália e passando por Portugal e Espanha, todos estes países tiveram de fazer alguma coisa para equilibrar as respectivas contas públicas. Estes e outros, a crise é mundial.

Mesmo a atravessar uma crise económica, os países tiveram de pôr de lado a intervenção dos Estados na economia como forma de incentivar o crescimento económico. Era e é altura de combater a crise financeira. A crise económica terá de ser combatida pela iniciativa privada. Começam a sair alguns indicadores económicos relativos a 2010, e as perspectivas são animadoras. Portugal, segundo notícias recentes, foi o terceiro país da Europa que mais cresceu e a Irlanda foi mesmo o primeiro. Relativamente ao trimestre anterior, no primeiro trimestre de 2010 a economia portuguesa cresceu 1,1% enquanto a economia Irlandesa cresceu 2,7%. Não quero discutir agora se estes valores são sustentáveis no futuro.

No combate à crise os países adoptaram diferentes estratégias: alguns optaram pelo corte nas despesas, outros preferiram o aumento dos impostos. A haver uma melhoria na economia real comparativamente à prevista por cada um dos Estados Membros, os países que alcançarão mais depressa o equilíbrio das contas públicas serão os que optaram por cortar na despesa. Ao mesmo tempo que desce a despesa, a receita crescerá (muito) mais do que o projectado anteriormente. Assim sendo, aposto que a Irlanda, visto que tem uma estrutura económica competitiva e que optou por consolidar as contas públicas através do corte da despesa, sairá mais depressa da crise que os restantes PIIGS. É a minha previsão.


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