Publicado por: J.Pinto | 2013/11/15

Decidam-se


O nosso sistema de Segurança Social é baseado no princípio da solidariedade intra e intergeracional. Em termos financeiros, num sistema baseado no princípio da solidariedade haverá sempre pessoas que ganham (pessoas que recebem mais do que pagaram) e pessoas que perdem (pessoas que recebem menos do que descontaram).

Atendendo ao número de pessoas que todos os dias criticam os cortes que é necessário fazer na Segurança Social, posso concluir que a maioria dos portugueses não percebe o modo de funcionamento do sistema de Segurança Social.

Se as pessoas que ganham milhares de euros mensais de reforma não aceitam os cortes nas suas pensões alegando que contribuíram para elas (discutível), então quem é que deve pagar as reformas dos que nunca descontaram ou descontaram pouco?


Responses

  1. Relacionado com o artigo ….

    Leio com alguma perplexidade a manchete do DN de hoje:
    “a maior parte dos pensionistas não são pobres e estão a fingir” de autoria do economista JoãoCésar das Neves.

    Pelo que leio aqui no blog vejo que admira as suas ideias e a sua competência, pelo que me atrevo a perguntar se concorda com esta afirmação. Eu, não concordo.

    • Bom dia, m. elis,

      Penso que o João César das Neves é dos poucos economistas portugueses que olham para os números e não entram em demagogias.

      Não tenho dúvidas nenhumas de que os que mais protestam são os que mais recebem e mais beneficiam do sistema; nós sabemos que os pensionistas que recebem baixas pensões vão ter este ano, como têm tido sempre ao longo dos últimos anos, aumentos, ainda que residuais;os que protestam não são os que recebem menos, mas os que recebem acima da média, os que vão levar com os cortes

  2. Se é ou não um economista que não entra em demagogias, não sei. O que sei é que foi infeliz na observação que fez, e, espero, sinceramente, que não pense o que disse.

    Estou totalmente de acordo que nem sempre os que reclamam são os mais necessitados, mas não foi isso que ele disse!

    No entanto, e não pondo em causa a sua competência nem a sua convicção religiosa, hoje brindou-nos com mais esta:

    http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=3538278&seccao=Jo%E3o%20C%E9sar%20das%20Neves&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco&page=2

    Penso que se deve calar, não que defenda a censura, mas para que lhe reste alguma credibilidade!

  3. m. elis,

    Sabe como os jornalistas são mestres em transformar frases normais, tiradas do contexto, em frases polémicas. Pode ver parte da entrevista do César das Neves aqui: http://www.youtube.com/watch?v=wDT0CFNl80Y

    O que o César das Neves diz é que, como o número de desempregados sem qualificação está a aumentar e como são estes que ganham o salário mínimo, é criminoso aumentar o salário mínimo. Ou seja, a sua frase está inserida no contexto diferente. Eu compreendo a sua posição.

    Se a m. elis olhar para os protestos na televisão, os que protestam são os que recebem bem mais do que o português médio e são os que têm mais mordomias (professores, médicos, juízes, estivadores, etc.).

    Relativamente à sua convicção religiosa, não tenho qualquer opinião. Em termos económicos considero-o um dos melhores economistas portugueses; fala com assertividade.


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