Publicado por: J.Pinto | 2012/09/24

Síntese da execução orçamental (janeiro a agosto)


A síntese da execução orçamental divulgada hoje pela Direção-Geral do Orçamento mostra-nos que as receitas fiscais continuam a cair mais do que o esperado (orçamentado). Com a exceção das receitas arrecadadas com o imposto único de circulação, todos os impostos indiretos registaram uma queda nas receitas fiscais. Relativamente aos impostos diretos, as receitas com o IRS continuam a subir, ainda que sejam influenciadas pela antecipação no prazo de cobrança, enquanto as receitas do IRC continuam a descer vertiginosamente.

Com o consumo privado em queda, a diminuição das receitas fiscais relacionadas com os impostos indiretos era previsível – o imposto único de circulação, apesar de fazer parte dos impostos indiretos, é menos volátil, na medida em que uma parte muito significativa das pessoas não pode deixar de utilizar o carro.  As receitas arrecadadas com o imposto sobre o tabaco registaram uma descida de mais de 10%, em comparação com as receitas arrecadadas no mesmo período (janeiro a agosto) do ano anterior. Esta descida pode servir de alerta para todos aqueles que esperam um aumento das receitas fiscais relacionadas com o aumento do imposto sobre o tabaco.

No que respeita à despesa do Estado, apesar de a despesa com o pessoal ter registado uma descida considerável, a despesa com juros cresceu quase 20%.


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