Publicado por: J.Pinto | 2011/11/27

As exportações e a taxa de poupança dos portugueses


Temos boas empresas (precisamos de mais) e fraca taxa de poupança. Ao contrário do que constantemente se relata na comunicação social, as empresas portuguesas têm feito um trabalho notório em prol da economia portuguesa. Mesmo com as dificuldades impostas pelos decisores políticos, algumas empresas portuguesas têm visto as suas exportações aumentarem mais do que as restantes empresas da Europa. O gráfico apresentado em baixo é elucidativo.

Aconselho os leitores a lerem este excelente artigo de Manuel Caldeira Cabral, no Jornal de Negócios. Não só as exportações das empresas portuguesas, nos últimos 5 anos, cresceram mais do que a média da União Europeia, como o conseguiram numa altura em que os Custos Unitários do Trabalho não foram favoráveis, o que nos leva a acreditar que não é pelos custos baixos que temos de concorrer. Temos de concorrer pela qualidade, pela inovação, pela moda, pelo design, pela marca, pela diferenciação.

A taxa de poupança, como mostra o gráfico apresentado em baixo, atingiu valores historicamente baixos. É importante aumentar a taxa de poupança dos portugueses. O Estado, esse, ao contrário do que tem feito, deve incentivar a poupança dos portugueses.

Se analisarmos o período de crescimento das exportações portuguesas, nos vários setores de atividade, facilmente concluímos que foi a partir da abertura dos mercados que as empresas mais progrediram. O setor têxtil e do vestuário está a dar a volta por cima, depois da entrada da China para a OMC e, posteriormente, depois do acordo multifibras. O setor do calçado viu-se mais cedo obrigado a competir com os países onde a mão-de-obra é muito mais barata do que em Portugal. Por isso teve de se adaptar e atingiu o superávite comercial mais cedo. A concorrência, como tenho vindo a defender, faz bem às empresas. A concorrência faz com que as empresas procurem ser melhores do que os concorrentes, a concorrência pressiona as empresas a inovarem, a concorrência obriga as empresas a serem mais eficazes e mais eficientes.

Gráfico transferido daqui.

Este artigo também foi publicado em: http://economiaegestao.wordpress.com/wp-admin/post.php?post=279&action=edit&message=4

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