Publicado por: J.Pinto | 2011/07/12

Corte na despesa


Alguns políticos e comentadores teimam em defender a renegociação da dívida, impondo aos credores determinadas condições, que podem ir desde o não pagamento de uma parcela da dívida até à diminuição unilateral da taxa de juro associada aos empréstimos concedidos ao Estado português. Não sei até que ponto nós seremos capazes de pagar aqueles juros exorbitantes.

No entanto, há uma coisa que as pessoas que defendem a renegociação da dívida não dizem: se alterarmos unilateralmente as cláusulas dos contratos, ou simplesmente deixarmos de pagar as dívidas, ninguém nos emprestará mais um cêntimo. Para além da desconfiança que este tipo de medidas provocaria nos mercados e nos agentes económicos que nos compram e vendem produtos, o Estado português teria de passar a viver com défice zero, coisa que nunca conseguiu depois do 25 de Abril de 1974.

O primeiro passo terá de ser dado por nós. Portugal tem de provar que é capaz de equilibrar as contas públicas. Como venho defendendo neste blogue, não é com aumento de impostos que vamos lá. O aumento de impostos penaliza quem investe, penaliza toda a economia, diminui o consumo e retrai a economia. A redução da despesa é o único caminho que vejo como plausível para ultrapassar esta crise. Se é o excesso de despesa que está na origem do desequilíbrio financeiro, é na despesa que teremos de cortar. Pelo que tenho visto nos jornais, há muito por onde começar.  

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