Publicado por: J.Pinto | 2011/07/11

O caminho


Podemos desconfiar da transparência e isenção das empresas de rating; podemos discordar do momento em que são dadas a conhecer as avaliações; podemos até considerar que se elas não fossem todas norte-americanas (as maiores) a sua credibilidade seria maior. Tudo isto pode ser analisado e posto em causa. O que não podemos, ou pelo menos não devemos, é relegar para segundo plano a verdadeira razão da actual situação. Essa tem o nosso cunho pessoal. Deixamos chegar Portugal a um ponto sem retorno.

O sufoco financeiro tem origem no excesso de despesa, e consequente recurso a endividamento desmesurado. A falta de competitividade económica de Portugal tem origem, na minha opinião, no desfasamento entre o modelo económico seguido (economia de mercado) e as opções políticas tomadas por Portugal. Sabendo que estamos inseridos num modelo de economia de mercado, não faz sentido que a política e os políticos teimem em limitar a iniciativa privada. Numa economia de mercado são os privados os agentes económicos, são eles que investem, criam e decidem. O Estado, esse, é um mero regulador. Deve cingir-se ao mínimo, deve interferir o menos possível na economia.   

Os países que melhor souberem aproveitar os seus recursos, aqueles que melhor souberem atrair investimento, serão os mais competitivos. Tivemos durante muito tempo a possibilidade de escolher entre os diversos modelos económicos. Agora, que asfixiámos a economia e as finanças, não há alternativa. Temos de reduzir despesa o mais rapidamente possível, para que possamos, no médio/longo prazo, aspirar a uma vida melhor. Não é com mais despesa que vamos combater o excesso de despesa; não é com mais impostos que vamos atrair investimento; não é culpando as agências de rating que vamos sair da actual situação.

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Responses

  1. Caro amigo J. Pinto. sobre ‘Juros de mora’
    – Eu tinha de pagar IUC pelo meu carro…. no valor de 289€uros…. mas acontece que me esqueci completamente.
    – Há dias … quanto me lembrei d isso… (já no mês de Julho)… tirei o documento para pagamento…(no portaldasfinanças)… e qual a surpresa… tenho a pagar 310 euros….! ( taxa de quase 50% /ao ano !!!! ).
    *
    Solicito o favor de me esclarecer se este cálculo feito pelas finanças não estará ferido de erro… e- já agora – qual é a taxa de ‘mora’ em vigor e aplicável… nas dívidas ao Estado.

    Cumprimentos,

    Viriato M. Silva

  2. Boa noite Viriato,

    Já verificou se se trata de juros de mora ou é apenas uma actualização das taxas? As taxas de IUC têm sofrido algumas alterações…

  3. Caro J.Pinto, boa tarde!

    Obrigado pela sua ajuda.
    Tem toda a razao. Embora nao se tratae de uma actualizaçao… resulta da aplicaçao do factor 1,15 que consta de uma Tabela publicada (embora pretenda fazer um ajuste que vai crescendo anualmente…! ). Por razoes de baixa inflaçao ou de ausencia de crescimento do PIB… para este ano o factor fivou op mesmo de 2010.
    – Graças ao seu comentario consegui fazer umas buscas… e encontrar a razao exacta … nao tem nada – afinal – a ver com juros de mora.
    Cumprimentos,
    Viriato Monteiro


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