Publicado por: J.Pinto | 2010/08/16

Crescimento económico, exportações e importações


Não sou economista, mas gostaria que alguns economistas me respondessem. A economia portuguesa não pode crescer de uma forma sustentada através do consumo interno? Sempre que vejo opiniões de alguns economistas sobre a evolução da economia deparo-me com este tipo de afirmações: Sobretudo porque, como defende o economista e ex-ministro da Energia e Indústria, Mira Amaral, “tudo depende do que sustentou este crescimento: se as exportações, se o consumo privado”. É que, sendo o consumo privado, a economia está praticamente condenada à estagnação na segunda metade do ano, altura em que se vão sentir com mais força os efeitos das medidas de austeridade”.

Se os portugueses começarem a substitui as importações pelo consumo de produtos nacionais, a economia não cresce? Sei bem que esta substituição não vai acontecer por milagre económico, mas apenas com uma maior competitividade das empresas portuguesas e na aposta crescente das empresas portuguesas em sectores onde ainda não intervêm. Segundo li algures, Portugal produz apenas cerca de 20 a 30 por cento do que consome.

Há uns anos atrás como é que Portugal saía de uma crise? – Desvalorizando a moeda.  Com a desvalorização da moeda, os produtos importados ficavam mais caros, e por isso eram cancelados e substituídos por produção nacional; as exportações ficavam mais baratas, pelo que a economia ganhava novo fôlego com o aumento das exportações. Agora não se pode tocar na moeda. No entanto, os economistas fazem depender a evolução da economia apenas das exportações, quando as importações continuam a ter um papel importantíssimo no défice da nossa balança comercial. Vejam que mesmo com um aumento significativo das nossas exportações, o défice da balança comercial português é cada vez maior. Claro, se não houvesse aumento das exportações o problema seria pior.

Como tenho defendido, é importantíssimo e essencial que as exportações de produtos portugueses continuem a subir, no entanto o problema de um país extremamente dependente das importações também deve merecer uma atenção especial. Alguma coisa tem sido feita, nomeadamente a nível energético, onde têm sido feitos esforços para substituir energia fóssil importada por energia limpa produzida em Portugal, mas há muitas áreas, nomeadamente nos bens de consumo corrente, onde se pode fazer mais.

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