Publicado por: J.Pinto | 2010/08/14

Produção nacional


Ando a ler (reler) um livro de Michael Porter sobre a competitividade. Basicamente, este autor sugere duas estratégias de competitividade para as empresas: diferenciação ou a luta pela guerra dos preços. Apesar de ter algum tempo, este livro permanece actualíssimo. Como já aqui defendi, a competitividade das empresas portuguesas tem que se direccionar mais para a diferenciação do que para a luta dos custos. Nesta última, e dado o elevado conjunto de países que conseguem produzir a um preço mais baixo do que nós, temos poucas hipóteses de sobreviver.

Os últimos dados da economia portuguesa, comentados aqui, demonstram que a evolução da procura interna e da procura externa líquida (exportações menos importações) contribuíram para o abrandamento da economia no segundo trimestre. Apesar das exportações terem aumentado, os portugueses continuam a consumir cada vez mais bens importados, o que demonstra a falta de capacidade das empresas portuguesas em competir cá dentro com as empresas estrangeiras. Apesar de ser importantíssimo que as empresas portuguesas consigam exportar cada vez mais, não é menos importante que haja empresas que produzam para os portugueses. Parece-me que muitos dos produtos que aqui são consumidos com recurso à importação não são sequer produzidos internamente. Neste caso, não se tratará sequer de falta de competitividade (que existe), mas de falta de produção de acordo com as necessidades dos portugueses.   

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