Publicado por: J.Pinto | 2010/08/01

Competitividade e salários


O paradigma da competitividade está a transformar-se. O preço era, há uns anos atrás, o principal factor onde as empresas portuguesas tinham vantagem competitiva. Com a entrada na CEE (actualmente União Europeia) e com a entrada da China na Organização Mundial do Comércio, o paradigma do preço baixo deixou de fazer sentido. Portugal já não consegue vantagem competitiva através do preço. A China, e mesmo os países de Leste da Europa, conseguem preços muito mais baixos do que nós.

Os factores críticos de sucesso terão de ser outros: o design, a qualidade, o marketing, a diferenciação. Por esta via, não faz sentido que economistas da nossa praça continuem a fazer apologia da necessidade de redução de salários como a única forma de sermos competitivos. Mesmo com reduções de 20 ou 30% dos salários, continuaremos a não conseguir competir com a China e com os países do Leste Europa (ou outros países com mão de obra mais barata que em Portugal) em termos de preço.

Para além disso, em muitas empresas portuguesas a proporção dos custos com pessoal no total dos custos não é assim tão grande que faça com que uma descida nos salários tenha enorme significado no total dos custos.

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