Publicado por: J.Pinto | 2010/06/11

Os salários e a competitividade


Ainda na sequência do post anterior, relativo à entrevista do economista Silva Lopes, mais uma vez houve uma insistência de que os salários devem ser diminuídos, até porque, segundo o entrevistado, Portugal é o único país dos que estão a fazer ajustamentos que não reduziu os salários.

 Vamos ser claros, Portugal já é dos países, exceptuando os países de leste, que tem os salários mais baixos, em que as despesas (excepto os salários), como advoguei no post anterior, não têm a mesma repercussão. Se olharmos para o rácio da produtividade, veremos que, como em todos rácios, existem pelo menos duas variáveis. No caso da produtividade, uma é os recursos e a outra é o valor (produção). Por que continuámos a insistir nos recursos, que sabemos nós, falando apenas dos salários, até já são dos mais baixos? Onde fica a criação de valor, a produção?

Não devemos insistir na eficiência da produção em vez de querermos ser ainda mais últimos no que concerne à remuneração dos nossos trabalhadores? Bem sei que quando estamos a falar de funcionalismo público a coisa é diferente, mas também sei que uma descida do salário dos funcionários públicos (que não considero elevados, ao contrário de muito boa gente) tem repercussão directa nos salários dos trabalhadores privados.

Façamos uma breve análise às empresas de sucesso e retiramos as conclusões: são exactamente aquelas que acrescentam valor aos produtos e serviços que não temem a crise.


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