Publicado por: J.Pinto | 2010/06/05

O apoio do Estado à economia e às famílias em tempo de crise


O mundo não é o mesmo de algum tempo atrás. Esta crise tem causas diferentes e soluções diferentes. Hoje não é possível tocar na moeda, desvalorizando-a. O amontoado de países que, diariamente, estão nas cogitações da imprensa não é nada animador. Primeiro a Islândia, depois a Irlanda, a seguir a Grécia, depois rumores de Portugal e Espanha, agora a Hungria. Quem se seguirá? Não sei se os próprios EUA conseguirão fugir a esta tempestade.

Quase todos os países tentaram, em 2009, intervir na economia de forma a amenizar os efeitos da crise, reparando e apoiando as desigualdades sociais e o tecido empresarial. Rios de dinheiro foram gastos, gerando-se, assim, enormes défices orçamentais em quase todos os países europeus. “Se não fossem dados os apoios estaríamos bem pior” – aludem alguns. Talvez seja verdade. No entanto, verifica-se que economicamente estas medidas não surgiram grande efeito. O keynesianismo já não se aplica. Os apoios aos investimentos e ao consumo servem, acima de tudo, para dinamizar as importações, principalmente num país com as características de Portugal, com enorme dependência das importações.

Estamos num mercado aberto, e qualquer apoio Estatal serve para financiar as importações. Apesar de tudo, o Estado pode e deve fazer alguma coisa: se optar pelo financiamento empresarial, deve fazê-lo com rigor e de uma forma segmentada. As empresas exportadoras ou com capacidade para exportar devem ser o alvo privilegiado de apoio Estatal (não me refiro apenas ao apoio monetário). As famílias mais desfavorecidas não podem ser deixadas cair na orfandade. Num tempo de crise, os dinheiros dos impostos devem ser ainda mais racionalizados. É importante que os tiros acertem no alvo logo à primeira. Não há tempo nem dinheiro para complacências.

Voltando aos apoios ao tecido empresarial, as empresas do sector primário e secundário devem ter preferência nas escolhas do Governo. Apoiar o terceiro sector é, na maior parte das vezes, apoiar as importações.

Portugal precisa de produzir muito mais do que produz. Portugal deve transformar muito mais do que transforma. Portugal tem de conter o consumo exagerado. Portugal deve poupar muito mais do que poupa…..

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