Publicado por: J.Pinto | 2010/05/01

Financiamento externo


O Presidente da República, Cavaco Silva, referindo-se ao clima que se vive nos mercados financeiros disse ontem uma verdade incontestável: “se não precisar de pedir empréstimos, não tem que se preocupar com o que dizem as agências de rating”. Tem toda a razão. Já aqui tinha defendido que o nosso grande problema é o elevado endividamento e nossa enorme dependência financeira do exterior.

No futuro, Portugal terá obrigatoriamente de moderar o financiamento externo. Urge uma estratégia que torne a poupança interna mais apelativa. Não percebo muito bem como é que continuamos a pagar altas taxas de juro para pedir lá fora e nos recusamos a aumentar as regalias atribuídas, por exemplo, aos certificados de aforro. O aumento dos juros atribuídos aos aforradores internos é uma emergência, já que nos permite reduzir a dependência do exterior.

A fiscalidade também pode entrar aqui, na medida em que se devem diminuir os impostos relativos à poupança. A taxa de retenção na fonte, atribuída aos certificados de forro, que neste momento é de 20% deve ser diminuída.

Com taxas de juro líquidas de imposto menores que 1% não acredito que os Portugueses acorram a comprar títulos de dívida da República Portuguesa. Se fizermos uma breve análise a este instrumento financeiro, podemos facilmente verificar que a tendência dos últimos anos, em termos de rendibilidade para o aforrador, é claramente negativa.

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