Publicado por: J.Pinto | 2010/04/03

Small is beautiful


Este blog, quando criado, teve como objectivo reproduzir alguma informação e opiniões pessoais acerca da fiscalidade. Por vezes, tenho fugido um pouco ao tema central, opinando sobre temas económicos e de gestão. Às portas de mais uma festa sobre o renascimento de Cristo, eis que me lembrei de um título de um interessante livro – Small is beaufiful.

Este é o título de um livro que se adequa à realidade económica e empresarial. Principalmente no meio empresarial, não raras vezes, algumas pequenas e médias empresas – como os nossos políticos gostam de apelidar – justificam o seu insucesso ao facto de serem pequenas. Bem vistas as coisas, as pequenas e médias empresas gozam de algumas vantagens por isso mesmo, por serem pequenas.

Hoje, uma empresa que não conhece os seus clientes como a palma das suas mãos dificilmente terá sucesso. Quem melhor para conhecer os seus clientes do que as pequenas e médias empresas, cujos gerentes, muitas vezes, conhecem os próprios clientes e as suas necessidades, podendo mais facilmente se lhe adaptar?

A gestão moderna está muito assente na forma como são geridos os seus recursos humanos, sabendo-se de antemão que funcionários motivados produzem muito mais. Quem melhor do que quem tem poucos funcionários terá capacidade para os motivar, senão as pequenas e médias empresas?

O mesmo raciocínio pode ser aplicado aos países. Por que continuam alguns países a desculparem o seu insucesso pela simples razão de serem pequenos? Lembremo-nos do caso da Finlândia, da Noruega, Suíça ou Suécia. Todos reconhecemos estes países como países pequenos com enormes potencialidades, cifrando-se entre os mais competitivos. Basta olhar para as (essas não são pequenas) empresas globais que se localizam naqueles países: Ericsson; Red Bull ou Nokia são empresas altamente competitivas sediadas nestes pequenos países.

Transpondo este facto para o caso específico de Portugal, teremos de pensar o que tem falhado no nosso país ao nível da estratégia. Sendo Portugal um país com um enorme potencial turístico ainda não explorado e sabendo nós que estamos localizados entre dois blocos económicos, poderíamos ser uma excelente ponte de cooperação estratégica entre a América e a Europa. Portugal tem uma enorme costa marítima que está subaproveitada. Há que criar pólos de interesse nacional e estes dois podem e devem funcionar para catapultar Portugal para um país pequeno com enorme potencial.

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