Publicado por: J.Pinto | 2010/01/15

Subsídio de desemprego


Na minha habitual consulta de alguns blogs, dei conta deste post sobre o subsídio de desemprego. Uma ideia interessante sobre a atribuição deste subsídio. Na verdade, são necessárias medidas urgentes que possam diminuir a tentação de alguns para usarem e, acima de tudo abusarem do subsídio de desemprego.

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Responses

  1. Gostaria de ler esse post, mas não consigo ….É preciso registo?

  2. Olá memr,

    Obrigada pelo aviso. Não sei o que se passa, mas há um problema qualquer com a hiperligação que fiz. Vou tentar resolver o problema.

    Entretanto, aqui fica o endereço: http://blasfemias.net/2010/01/14/subsidio-ou-suicidio/

  3. Obrigada.
    Li o post e apesar de alguma ironia há alguma verdade no que ali está escrito. É preciso rever regras, duração, montantes ….O Estado deve apoiar, mas tem que controlar. O apoio não pode deixar de ser um subsídio temporário e especialmente para quem ganhava o ordenado mínimo, estar desempregado, agora, é compensatório!!!
    Li alguns dos comentários ao post. Não gostei! Politiquices, demagogias, utopias…..e uma linguagem que raia a malcriadice. Para alguns parece que temos que “matar” os pensionistas, já que não produzem!!

    Acrescento, muita gente é conivente com o que se passa, não são só os desempregados “espertinhos”. As próprias empresas onde vão pedir emprego entram quase sempre no jogo…e lá põem o carimbinho!

    Já me vi em situação de desemprego, sem direito a subsídio. O meu subsídio era dado pelos meus pais. Lembro o que sentia: vergonha, muita vergonha por não conseguir pelos meus próprios meios sustentar-me, auto-estima em baixo…… mas não baixei os braços. Encontrei emprego, mas dias antes de começar a trabalhar, na última entrevista, deixei escapar que estava grávida!!!! Perdi o emprego antes de o ter! Claro que nunca consegui provar que foi por causa disso! Se fosse hoje o Estado ajudar-me-ia 🙂

    Mas, como já disse noutro tópico, é preciso rever esta situação, não há dúvida nenhuma. Da forma como está ninguém vai querer trabalhar…e isto é como um vírus, é contagioso!

  4. Olá memr,

    O seu testemunho é angustiante (refiro-me à situação que relata quando esteve grávida), mas sei que infelizmente existem várias situações dessas. Aliás, num dos meus posts mais antigos faço precisamente referência a situações contidas na legislação que incentivam a essa discriminação de género.
    Quanto ao motivo do post, considerei importante referenciar o post do outro blog, na medida em que, também eu considero que existem situações que abuso do usufruto de subsídio de desemprego. Como o sub de desemprego é teoricamente uma prestação temporária, não faz muito sentido que haja pessoas que aufiram 3 salários mínimos deste subsídio (valor máximo permitido por lei). A legislação é demasiado benevolente, permitindo que as pessoas abusem da boa vontade do Estado. Sem qualquer sentimento de indiferença para os problemas mais críticos que existem, a muitos desempregados convêm a situação de desemprego.
    O Estado controla pouco estas situações e, especialmente no Rendimento Social de Inserção e no Sub de desemprego pressinto um tremendo abuso. Mais do que o dinheiro que saiu dos cofres do Estado, é lamentável a imagem que se dá aos que suam todos os dias para trazer algum dinheiro para casa (muitas vezes um valor inferior ao auferido por aqueles).

  5. Há muito que defendo que deve haver mudanças urgentes no subsídio de desemprego e também concordo que esta forma, que parece indiscriminada, de dar, sem deveres, pode ser perigosa.

    Quem, como eu, lida com gente nova, em formação, tenta passar valores, difíceis na sociedade actual, e não raras vezes se ouvem comentários do género: o vizinho não faz nada, tem uma vida de “luxo”, os filhos recebem bolsas …..e outros trabalham muito, pagam impostos e não têm nada em troca. É difícil transmitir a jovens, que só através da formação conseguirão, no futuro, um melhor emprego, p.ex.

    Atrevo-me a dizer: é difícil dizer a jovens de 16/17 anos que devem ser honestos, que o trabalho compensa…..pois aquilo que ele vê à sua volta é que quem é “esperto” safa-se sempre, nem que seja por meios obscuros. Estamos, claramente, numa sociedade com crise de valores e, entre outras, a forma como o subsídio de desemprego é tratado só lhes dá razão: é preciso ser “esperto”! Tenho muito receio no que isto vai dar:(

    Tenho consciência de que é algo difícil de resolver. Verifico também que não há vontade ou saber (?) para resolver este problema, mas não estou de acordo que o subsídio, apesar de temporário, deva ser do mesmo montante para todos os desempregados, já que, enquanto activos não ganhavam o mesmo, logo, também não efectuavam os mesmos descontos.

    Reduzir o valor parece-me aceitável, caso contrário daqui a uns tempos ninguém quererá trabalhar….para não falar nos problemas sociais que irão aparecer com tanta gente desocupada….

    Mas, será que os países não aprendem com os erros uns dos outros? França tem um subsídio de desemprego tal que vale a pena ter como emprego o desemprego! Eles, tais como nós, vivem em cima de um “bomba”, prontinha a explodir, já que este problema se mistura com outros, como a exclusão social, a marginalidade, a desintegração social…..

    Em jeito de conclusão, acho que é preciso, pensar, analisar, controlar….Estão-se a dar maus exemplos a todos, mas especialmente aos jovens, que por natureza são mais vulneráveis…..

  6. Olá memr,

    Tocou no cerne da questão: existe uma crise de valores. “Qualquer” lei é boa se houver bom senso, respeito, honestidade, etc…agora não há nada disso. Desta forma, cabe ao legislador (Estado) limitar os abusos. Também não sei se sou a favor que os sub de desemprego sejam todos iguais.

    O que penso é que tem de haver uma muito maior fiscalização e, principalmente, não devem ser dadas tantas opções para que as pessoas que estejam a receber o subsídio possam rejeitar outro emprego. Acontece isto muitas vezes. As próprias empresas disponibilizam-se para assinar o papel para continuarem a receber o sub de desemprego.

    No meu caso pessoal, andei mais de um ano a fazer 200 e 300 Km diários, sendo que o valor recebido pelo emprego ia todo para viagens, alimentação, etc….mas fiz sacrifícios e não estou arrependido, pois, através daquela função consegui outra mais perto e muito melhor remunerada.

    Em resumo, seriedade, bom senso, espírito colectivo, etc, precisam-se.

    Obrigada pelos seus comentários

  7. estou totalmente de acordo!

  8. Este meu comentário é capaz de estar um pouco “off topic”, embora se relacione com o título deste artigo.

    Nos últimos dias temos tido informações das negociatas que têm sido feitas para aprovação do orçamento. Nem vou comentar o processo, mas um dos partidos da oposição já conseguiu uma coisinha pouca- aumento do subsídio para casais desempregados (estende-se a casais com filhos deficientes e com doenças crónicas).

    À partida parece uma medida muito boa, porreira até, já não é só um membro do casal que não procura ou aceita emprego, mas dois! Algo de muito irresponsável se passa com os partidos da oposição, que para ganhar simpatias, aumentam as despesas em muitos milhões. Iremos, com certeza, pagar estes acordos de interesse imediato e pouco pensados! Como será então com as uniões de facto? Parece que deveriam ter o mesmo tratamento! Seria justo, acho eu.

    Para somar e tornar a irresponsabilidade maior, esse partido da oposição também propunha que o subsídio dos casais fosse entregue às empresas se estas contratassem sem termo esses desempregados! É de bradar aos céus! Então isso não iria ser aproveitado pelas empresas? Acho até que iriam despedir pessoal para depois os contratarem e receberem os seus subsídios!

    Tudo isto faz pensar e muito. Que há necessidade desse subsídio ninguém duvidará, mas isto é normal? Continuo a pensar que há que ressalvar algumas situações de pobreza, ….., mas não é razoável agravar mais o que já parecia (ou é)uma “rebaldaria”! É demagógico e muito irresponsável!

  9. Boa tarde memr,

    É verdade que este orçamento foi negociado por três, pelo menos dois, partidos (PS e CDS), sabendo que os três irão fazer passar o orçamento, seja pela via do voto a favor (PS) seja pela abstenção (CDS e PSD).

    Este orçamento, na minha opinião, é modesto na medida em que não ataca o que é necessário. A despesa avoluma-se a passos largos e tornar-se-á em breve o nossa maior dor de cabeça. A juntar ao que já temos (dívida) estamos a juntar mais dívida, mais despesa e, no futuro necessariamente mais impostos. Se o não fizermos por nossa iniciativa, alguém nos “obrigará” a tal efeméride.

    Não digo que essa medida em concreto(majoração do sub de desemprego para os casais) até não possa ser positiva, mas este orçamento não trata os problemas de fundo e introduz alguns remendos nas calças, esquecendo que o pano das calças há muito que está roto e pouco resistente.


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