Publicado por: J.Pinto | 2010/01/02

Mensagem de Ano Novo do Presidente da República


O nosso Presidente da Republica, no seu habitual discurso de início de ano, deu um raspanete aos governantes, acusando-os implicitamente de não tomarem as medidas necessárias. As contas públicas, aliadas à situação económica e social da sociedade portuguesa estiveram no centro do seu discurso. Atrever-me-ei a dizer que grande parte da sua mensagem foi direccionada para a actuação desproporcionada dos políticos em vez da actuação dos portugueses. Acusa a situação que Portugal vive como grave; chega mesmo a afirmar “Com este aumento da dívida externa e do desemprego, a que se junta o desequilíbrio das contas públicas, podemos caminhar para uma situação explosiva”.

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Responses

  1. Também ouvi o Presidente com muita atenção, o que não é habitual. E porquê? Porque é ele a verdadeira oposição ao Governo. Não é só o Governo que tem responsabilidades na governação, especialmente agora que perdeu a maioria absoluta. Aquilo que se passa actualmente na Assembleia da República é vergonhoso para o País, já que os srs deputados parecem não ter vergonha!
    Foi realmente um raspanete (embora já se tenha esquecido do que fez enquanto 1º ministro….). Mas agora pergunto: como se reduz o deficit? Diminuindo a despesa pública (por exemplo, diminuindo salários dos funcionários e as prestações sociais a desempregados e famílias realmente carenciadas?) e repensando os investimentos que alguns chamam de megalómanos? Bem sei que poderiam acabar essas empresas públicas fantasmas, que os salários dos gestores poderiam diminuir….seriam bons exemplos. Mas realmente mudaria o cenário? Não se devia ter actuado no BPN? E a oposição que alternativas concretas dá?
    Não sou de nenhum partido, posso falar sem ser suspeita de simpatias, mas de uma coisa julgo estar certa, se não há impostos não há receitas e se não há receitas…….estamos mal!!! Fica bem ao Sr. Presidente dar raspanetes, é mas um motivo para o Governo se fazer de coitadinho…..
    Vejo com apreensão os tempos actuais:(

  2. Bom dia memr.

    Obrigada pelo seu comentário.

    Considero, há muito tempo, que o controlo do défice é fulcral em qualquer economia. Sabemos que um défice resulta de despesas maiores que receitas. Por sequência, sabemos que um défice terá de ser saldado por mais dívida pública, aliada á dívida pública que já temos, torna-se um problema estrutural grave.

    Podemos sempre colocar os olhos na Grécia, país que tem uma dívida pública cerca de 100% do PIB. Há quem diagnostique para um breve prazo uma dívida semelhante para Portugal. Não necessitamos de muitas contas para ver que a dívida pública tem crescido desmesuradamente nos últimos anos.

    Só há duas uma forma de controlar o défice: diminuiçao da despesa e aumento da receita. Sabendo nós que a despesa é bastante estrutural e de difícil redução e que a receita, nomeadamente a fiscal, já está perto de limites máximos, facilmente concordamos que terão de haver cortes na despesa. Claro que estes cortes não poderão ocorrer da mesma forma, quer tratando-se pessoas com altos ou com baixos rendimentos.

  3. Se o caminho a seguir para controlar o défice é a diminuição da despesa esperemos que o Governo o faça com sensibilidade e sem demagogias da oposição. Na minha opinião há que rever a atribuição a ” torto e a direito” de subsídios, qur a empresas quer a particulares. É que à vezes custa a acreditar que há crise. Parece que há gente que nunca viveu tão bem, tudo à custa do Estado, ou seja, de todos nós, contribuintes.

  4. Caro Memr

    Concordo plenamente consigo no que respeita à necessidade de revisão da forma como são atribuídos subsídios.

    Quanto ao equilíbrio das contas públicas, na minha opinião, a redução da despesa terá de ser mais forte. Não me refiro apenas à atribuição de subsídios, mas o Estado deverá reduzir a despesa estrutural (salários, encargos com dívida, etc.), sob pena de se tornar insustentável, nó médio prazo, esta situação…


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