Publicado por: J.Pinto | 2009/11/07

Défice Orçamental


Surgiram nos últimos dias previsões das entidades europeias a sugerir que o défice português do ano 2009 poderá atingir os 8%. Apesar de excessivo, este valor até poderia ser “aceitável” não fosse o constante desequilíbrio das nossas contas públicas nos anos mais recentes. É já um caso sério de reflexão. Os constantes défices orçamentais já se tornaram estruturais, pelo que urge uma rápida estratégia de consolidação das contas públicas. Sabemos que os défices orçamentais não são obra de qualquer acaso, mas de uma estrutura de despesas e receitas inadequadas. Este e os outros défices orçamentais não resultam de despesas cíclicas (exceptuando, em parte, este ano em que houve a necessidade de dispor de mais dinheiro no apoio às famílias e empresas), como sejam os investimentos, mas do enorme peso das despesas fixas. Pelo lado das receitas, estas até tem vindo a aumentar, não se adivinhando uma subida suficientemente elevada de modo a anular o défice orçamental. Aliás, os investimentos têm, em alguns anos, visto diminuída a sua verba correspondente.

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